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Dezembro Vermelho: campanha combate HIV, Aids e outras ISTs

A prevenção é a melhor maneira de lidar com o HIV e outras ISTs. Especialistas explicam o que deve ser feito no caso de contaminações

Dezembro Vermelho: campanha combate HIV, Aids e outras ISTs
Dezembro Vermelho: campanha combate HIV, Aids e outras ISTs - Foto: Shutterstock

O Dezembro Vermelho marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis). Além disso, chama a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas que vivem com o HIV, como descreve o Ministério da Saúde.

No Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas afirmaram ter diagnóstico médico de ISTs ao longo do ano. O total equivale a 0,6% da população adulta, de acordo com dados divulgados pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) em 2021. No caso restrito do HIV, cerca de 1,5 milhão de pessoas foram recém-infectadas pelo vírus em todo o mundo durante 2021. Este número é 54% menor do que o registrado em 1996, quando a doença atingiu seu pico, aponta o Relatório Global 2022 do Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids).

Além da Aids, as principais ISTs são: herpes genital, cancro mole (cancroide), HPV, Doença Inflamatória Pélvica (DIP), donovanose, gonorreia e infecção por clamídia, Linfogranuloma venéreo (LGV), sífilis, infecção pelo HTLV e a tricomoníase. Vírus, bactérias e outros microrganismos são os causadores dessas infecções, que podem evoluir para quadros graves. Quem explica é a coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, professora Janaína Daniel Ouchi.

Prevenção

“Essas doenças começam, geralmente, como pequenas lesões nos órgãos genitais. No entanto, elas podem evoluir para outras patologias e complicações, além de problemas neurológicos e cardiovasculares”, alerta Janaína. Portanto, a prevenção é a melhor forma de proteção, destaca a especialista. “Homens e mulheres devem fazer o uso de preservativos em todas as relações sexuais (oral, anal e vaginal). Isso porque esse é o método com maior eficiência para evitar contaminações”, orienta. 

Se o indivíduo tem uma vida sexual exposta a riscos, com o hábito de ter relações sexuais sem preservativo, o teste de HIV é fundamental para um diagnóstico precoce do vírus, destaca o professor de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB) e ginecologista Nícolas Cayres. “O uso do preservativo é indispensável no quesito prevenção de infecções sexualmente transmissível”, afirma.

Cayres alerta as pessoas que podem vir a se expor a situações de risco, que devem usar a medicação antirretroviral Pré-Exposição (PreP/HIV) de modo preventivo. Nesse sentido, se ele for exposto, não vai contrair o vírus. Tais medicações tem distribuição gratuita em alguns hospitais públicos. 

PreP e prevenção combinada

Além disso existe a Profilaxia Pré-Exposição (PreP/HIV), que consiste na ingestão diária de um comprimido que prepara o organismo para enfrentar um possível contato com o vírus. Profissionais do sexo e pessoas com o histórico de múltiplos parceiros com o uso irregular de preservativos possuem prioridade para iniciar o tratamento pelo SUS. “O uso de preservativos, exames periódicos e a Profilaxia Pré-exposição são as principais medidas para o paciente se prevenir do vírus”, alerta o professor e ginecologista.

A prevenção combinada é a melhor maneira de evitar o surgimento de ISTs. Isso porque ela abrange o uso do preservativo masculino ou feminino, ações de prevenção, diagnóstico e tratamento das IST, testagem para HIV, sífilis e hepatites virais B e C, profilaxia pós-exposição ao HIV, imunização para HPV e hepatite B, prevenção da transmissão vertical de HIV, sífilis e hepatite B, tratamento antirretroviral para todas as pessoas vivendo com HIV, redução de danos, entre outros.

Diagnóstico

Janaína explica que os testes para detectar o HIV e outras infecções estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (Upas) e, além disso, nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). “O interessado precisa solicitar o exame e não é necessário encaminhamento médico. O procedimento é simples e acompanhado por um profissional. Ele apresenta o resultado em cerca de 30 minutos e faz orientações para cada paciente”, explica.

Ao chegar para fazer a sorologia, que serve para identificar a presença de vírus ou bactérias, o enfermeiro ou funcionário capacitado coleta uma gota de sangue ou fluído oral. O material é submetido ao reagente que fornece o resultado positivo ou negativo. “Com diagnóstico de infecção, a pessoa é encaminhada ao tratamento oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é garantir a melhora da qualidade de vida e interromper a cadeia de transmissão”, ressalta a especialista.

Tratamento para o HIV

Se o paciente descobre que tem HIV, ele deve procurar um infectologista imediatamente, seja no SUS (Sistema Único de Saúde) ou em uma clínica particular para começar o esquema de tratamento retroviral. “No Brasil, o SUS distribui gratuitamente os medicamentos para pacientes com o HIV. A partir do HIV controlado, os casos de AIDS são muito menores e os pacientes podem ter uma excelente qualidade de vida”, afirma Nicolas. O paciente também encontrará tratamentos para outras ISTs.

Parceria sexual

O controle das ISTs não ocorre somente com o tratamento de quem busca ajuda nos serviços de saúde, alerta o Ministério da Saúde. Para interromper a transmissão dessas infecções e evitar a reinfecção, é fundamental que as parcerias também façam testes e realizem o tratamento. Claro, sempre, com orientação de um profissional de saúde.

Portanto, as parcerias sexuais devem ser alertadas sempre que uma IST for diagnosticada. É importante a informação sobre as formas de contágio, o risco de infecção, a necessidade de atendimento em uma unidade de saúde, as medidas de prevenção e, além disso, de tratamento (ex.: relação sexual com uso de camisinha masculina ou feminina até que a parceria seja tratada e orientada).

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