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Dia da gestante: 6 mitos e verdades sobre vacinas na gestação

O calendário vacinal é apenas um dos cuidados indispensáveis durante a gestação. Veja quais vacinas a gestante deve tomar

Dia da gestante: 6 mitos e verdades sobre vacinas na gestação
Dia da gestante: 6 mitos e verdades sobre vacinas na gestação - Foto: Shutterstock

A gestação é um período bastante especial, repleto de dúvidas e receios, mas também de muitas descobertas. Além disso, esta fase exige cuidados específicos com a saúde, inclusive no que se refere à vacinação da gestante.

Pensando nisso, aproveitamos o Dia da Gestante (15/08) para esclarecer alguns mitos e verdades sobre as vacinas recomendadas durante a gestação, com ajuda da Dra. Lessandra Michelin, infectologista e gerente médica de vacinas da GSK. Confira:

1 – As vacinas recomendadas durante a gestação são seguras e oferecem proteção para a mãe e para o bebê

Verdade. As vacinas recomendadas durante a gestação têm como objetivo fortalecer o sistema imunológico da gestante e proteger a saúde do bebê. Com a imunização, os anticorpos da mulher se transferem para a criança pela placenta e, após o nascimento, por meio da amamentação.

A imunização para este público é uma prática consolidada no Brasil e foi responsável pela eliminação de doenças infecciosas, como o tétano materno e neonatal, e pela redução de hospitalizações e óbitos por outras doenças como a influenza e a coqueluche. 2-5

Além disso, as vacinas recomendadas durante a gestação são inativadas. Ou seja, são compostas por microrganismos sem capacidade de gerar a doença. Toda vacina, para ser licenciada e comercializada no Brasil, passa por um rigoroso processo de avaliação realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Mesmo após a comercialização, esses produtos são estreitamente monitorados pelos laboratórios produtores e pelas agências reguladoras.

2 – Todas as vacinas recomendadas para as gestantes estão disponíveis gratuitamente no SUS

Verdade. O calendário de imunização da gestante contempla cinco vacinas: 

  • Influenza (contra gripe); 
  • dTpa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche; 
  • dT, que imuniza contra difteria e tétano; 
  • Vacina contra hepatite B; 
  • Vacina contra Covid-19. 

Estas vacinas estão disponíveis na rede pública de saúde de todo o país, através do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde (MS), além das unidades privadas de vacinação.

“É importante reforçar que a vacinação contra a gripe deve ser anual durante as Campanhas Nacionais de Vacinação do Ministério da Saúde. Em relação à vacina contra a hepatite B, ela deve ser aplicada em gestantes não anteriormente vacinadas e que são suscetíveis à infecção. Já a vacina tríplice bacteriana acelular (dTpa) tem recomendação a partir da 20ª semana de gravidez e a cada gestação”, complementa a Dra. Lessandra.

3 – Uma das doenças que a vacinação na gestação pode prevenir é a coqueluche, mas ela não é grave

Mito. A coqueluche é uma doença altamente contagiosa, também conhecida como “tosse comprida”, e pode evoluir para formas graves especialmente nos lactentes menores, que ainda não completaram o esquema de vacinação primário de rotina que começa aos 2 meses de idade e finaliza aos 6 meses. A doença é uma importante causa de mortalidade infantil e a maioria dos casos e óbitos se concentra em crianças menores de um ano de idade. Além disso, um alerta: as mães são as principais transmissoras da bactéria que causa a coqueluche para seus bebês.

“Como a mãe é, normalmente, a pessoa que fica mais próxima durante os primeiros meses de vida do bebê, elas são a fonte de infecção mais comum da coqueluche em lactentes, sendo responsáveis pela transmissão, em aproximadamente, 39% dos casos. E, quanto mais novo é o bebê, mais grave pode se tornar a doença. Devido justamente pela gravidade acentuada em recém-nascidos, a vacina dTpa integra o calendário de vacinação da gestante, como forma de prevenção da coqueluche nos primeiros meses de vida do bebê. E a recomendação é para todas as gestações, sempre a partir da 20ª semana”, explica a médica.

4 – Parentes próximos, como pais e irmãos, não precisam estar com a vacinação em dia

Mito. Uma das principais formas de transmissão de agentes infecciosos ao bebê é através dos contatos próximos, sejam familiares ou não familiares. Por isso, é muito importante que todas as pessoas que irão conviver com o bebê, como, por exemplo, pais, irmãos, avós e cuidadores, estejam com a imunização em dia, formando assim uma rede de proteção. 

“A recomendação é que isso seja anterior ao nascimento do bebê, o quanto antes, para que todos já estejam protegidos no momento do nascimento”, ressalta a infectologista.

5 – Mulheres que planejam engravidar também precisam atualizar a caderneta vacinal

Verdade. Alguns imunizantes, como as vacinas contra catapora, sarampo, caxumba, rubéola e HPV, por exemplo, não são recomendados durante a gestação. Por isso, devem ser administradas antes da gravidez ou no puerpério (que são os 45 dias após o parto), mesmo que a mãe esteja amamentando.

6 – Além da vacinação, há outras medidas de prevenção importantes

Verdade. Diversas medidas podem ajudar na prevenção de doenças, como manter hábitos de higiene, como lavar bem e com frequência as mãos com água e sabão, e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar, manter os ambientes ventilados, entre outros. Além disso, pela vulnerabilidade do sistema imunológico do bebê, recomenda-se não beijar o bebê no rosto e nas mãos; lavar as mãos corretamente antes de pegar o bebê; e evitar contato com pessoas doentes.

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