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Dor: os diferentes tipos e como aliviar o desconforto

Seja da dor física e repentina à dor emocional, as causas podem ser consequência do estilo de vida ou comportamentos inadequados

Dor: os diferentes tipos e como aliviar o desconforto
Dor: os diferentes tipos e como aliviar o desconforto - Foto: Shutterstock

A sensação provocada pela dor é complexa e pode ter diferentes classificações, dependendo da origem, localização ou intensidade. Fisiologicamente, ela percorre um caminho preciso em nosso corpo. A primeira percepção é pelas células receptoras na pele e nos órgãos internos. Em seguida, os nervos transmitem a sensação até a medula espinhal e, por fim, é interpretada como dor pelo tálamo, no cérebro.

Como você pode ver, até gerar o desconforto, as dores percorrem um caminho complexo. Contudo, elas têm um papel importante no nosso corpo: o de sinalizar quando há algo errado e precisa de atenção. “Isso torna a dor uma mensagem importante para o cérebro e, sem ela, não teríamos nossos sinais de alerta de lesões ou doenças”, explica o professor de yoga Francisco Kaiut.

Tipos de dor

Kaiut destaca que entender a natureza do desconforto é fundamental para tratá-la. Pensando nisso, ele explica quais são os diferentes tipos de dor:

  • Dor aguda: é súbita e intensa e dura por um período limitado. Pode estar relacionada a danos nos tecidos, lesões traumáticas ou infecções.
  • Dor crônica: é persistente e dura por mais de três meses. Pode ser causada por uma variedade de condições, incluindo artrite, fibromialgia e outras doenças crônicas. Pode ter se iniciado como aguda.
  • Dor neuropática: normalmente a causa são danos nos nervos ou sistema nervoso central. Pode ser aguda ou crônica.
  • Dor referida: é sentida em uma parte do corpo que não é a origem ou causa da dor. Por exemplo, a dor que podemos sentir no braço esquerdo durante um infarto do miocárdio. Isso se deve ao fato de as informações sensoriais do coração e do braço convergirem nas mesmas células nervosas da medula espinhal.
  • Dor inflamatória: é causada por um processo inflamatório no corpo, como artrite, lúpus ou doença inflamatória do intestino.
  • Dor nociceptiva: costuma ter como causa uma lesão nos tecidos do corpo como cortes, fraturas, entre outros. A maioria das dores, sobretudo as agudas, podem ser nociceptivas.
  • Dor neuropática: a sensação provocada por queimaduras, choque elétrico ou formigamento.
  • Dor psicogênica: tem diagnóstico difícil porque não é provocada por lesões ou causas visíveis. Normalmente está relacionada a questões emocionais e, normalmente, o paciente não consegue descrever corretamente. Pode gerar enxaqueca, dores no estômago ou contrações.
  • Dor pós-traumática: pode ter origem após um acidente de carro, lesão esportiva ou evento traumático.
  • Dor emocional: causa uma sensação tão intensa e debilitante quanto a dor física. Pode se originar de desequilíbrios psicológicos que geram tristeza, depressão e outros sintomas.

Dor física que surge de repente

Você provavelmente já sentiu – ou ainda vai sentir – uma dor que apareceu do nada, sem qualquer explicação. Muitas vezes, é comum relacionar o desconforto ao “mau jeito”, como dormir de mau jeito, se abaixar de mau jeito, etc. No entanto, a razão pode ser bem mais complexa do que isso.

O personal trainer Samorai, especialista em movimentos, criou a chamada Teoria da Performance Global do Ser, que mostra porque não existia uma dor ontem e ela passa a existir hoje. De acordo com a teoria, ao longo da vida, as pessoas têm uma queda de performance, o que ocasiona o surgimento de dores.

“Existem dois tipos de lesões, aquela em que é claro o momento em que acontece a lesão e uma outra que vai acontecendo ao longo do tempo. No primeiro tipo, por exemplo, é quando alguém está jogando futebol e torce o tornozelo. Mas, o grande problema é o segundo tipo, quando a dor não existia ontem e apareceu hoje e aí vem a tentativa de entendimento pelo ‘mau jeito’ dado”, diz o personal.

“Quando a nossa performance cair, sentiremos dor em algum lugar. Se tem uma parte do meu corpo que não está funcionando bem e eu continuo fazendo as mesmas atividades, alguém tem que compensar esse trabalho. E é exatamente essa parte do corpo que vai pagar a conta disso, por isso a dor aparece”, completa Samorai. 

Portanto, no processo natural da vida, todos sentirão alguma dor que não existia em um dia e existe no outro, independentemente da idade. Todas as pessoas passarão por essa queda ao longo dos anos, mas o objetivo principal é adiar isso o máximo possível por meio de uma boa qualidade de vida, mudanças de hábitos e até mesmo um processo de reabilitação em casos mais acentuados.

O impacto do estilo de vida

Para Samorai, toda dor que não tem origem clara é resultado de um estilo de vida ou comportamento. Isso pensando em todos os planos: corpo, mente e espírito que está mais ou menos harmonizada.

“Se você sente uma dor no joelho, ela vem da somatória de todos os fatores do seu corpo, como o stress, uma má alimentação, a forma de pisar, um momento relaxado ou grato, tudo isso pode fazer seu joelho doer mais ou menos e está ligado à sua performance”, afirma. 

O pessoal recomenda: “se não sabe o que fazer, melhore qualquer coisa em você e sua percepção da dor com certeza já será melhor”.

4 recursos para reduzir a dor

Ignorar a dor pode resultar em problemas de saúde mais graves, além de causar angústia emocional e prejudicar nossas atividades diárias. Por isso, Francisco Kaiut destaca algumas técnicas que podem ser eficientes para aliviar a sensação. Conheça a seguir 4 recursos que podem ajudar a reduzir a dor:

1 – Terapia frio e calor: usar compressas quentes ou frias ajudam aliviar a dor em certos tipos de lesões. As quentes suavizam a dor em músculos tensos ou doloridos, aumentando o fluxo sanguíneo e relaxando os tecidos. Elas podem ser úteis para aliviar cólicas menstruais ou artrite. Enquanto as frias, destinam-se a lesões agudas, como entorses, contusões ou inchaço.

2 – Atividade física: exercícios de fortalecimento e alongamento podem ajudar a melhorar a flexibilidade e a mobilidade, reduzindo a dor e a rigidez. Procure fazer atividades aeróbicas suaves como caminhar, nadar ou andar de bicicleta.

3 – Meditação guiada: respire profundamente prestando atenção a cada respiração. Enquanto inspira e expira, imagine-se em um ambiente tranquilo ou ouça uma música suave, “Caso a sua mente comece a divagar – não se preocupe! Apenas procure retornar ao foco e para o local de tranquilidade e paz. Aproveite este momento para se desligar do mundo e se conectar consigo mesmo”, acrescenta Kaiut.

4 – Atenção plena: encontre uma atividade que lhe traga alegria, como ler, caminhar na natureza, cuidar do jardim ou cozinhar – e mergulhe profundamente nela. “Permita-se experimentar cada detalhe, cada aroma e sabor com uma consciência total. Procure praticar a atenção plena em todos os aspectos da sua vida, não apenas em momentos isolados. Seja ao interagir com amigos e familiares, ao trabalhar em um projeto importante ou simplesmente durante tarefas cotidianas, encontre a alegria e a gratidão em cada momento”, afirma o especialista.

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