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Escoliose infantil: quando a cirurgia é uma opção? Entenda

Médico alerta o principal sintoma de escoliose em crianças e explica quais as formas de diagnóstico e tratamento

Escoliose infantil: quando a cirurgia é uma opção? Entenda
Escoliose infantil: quando a cirurgia é uma opção? Entenda - Foto: Shutterstock

Geralmente, associamos problemas na coluna às pessoas mais velhas. No entanto, os pequenos também podem sofrer com doenças nesta região do corpo, como a escoliose infantil. Nesses casos, quanto antes identificar o diagnóstico, maiores as chances no sucesso do tratamento.

O que é a escoliose?

A escoliose é uma deformidade entendida como o desalinhamento da coluna vertebral. Assim, a coluna se contorce em seu próprio eixo, inclinando-se para frente ou para trás e para os lados; ou seja, em um plano tridimensional (também conhecido como “coluna em S”).

Os casos de escoliose infantil são mais frequentes durante o pico de crescimento pouco antes da puberdade. A maioria dos quadros, no entanto, é leve, com poucos sintomas. Porém, a doença pode se tornar mais grave à medida que a criança cresce, alerta o neurocirurgião especialista em coluna, Dr. Guilherme Rossoni.

Segundo o médico, as crianças vão desenvolver essas deformidades na coluna vertebral e, em casos mais graves, pode ser incapacitante e muito doloroso. “Se não tratado, poderá evoluir para comprometimento respiratório. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para reverter o quadro clínico”, destaca. 

O principal sinal de atenção, conforme o profissional, é se a criança tem um ombro caído mais para um lado ou para outro. “Nesse caso, é hora de procurar um especialista para investigação clínica”, ressalta o Dr. Guilherme. 

Diagnóstico e opções de tratamento

Além dos exames de radiografia da coluna vertebral, tomografia e ressonância magnética da coluna, um especialista deve observar a coluna vertebral de trás, uma vez que a patologia é detectada mais facilmente nessa posição.

Geralmente os tratamentos indicados incluem RPG, fisioterapia e reeducação postural, sendo que em casos mais graves é indicado o uso de coletes ou até mesmo cirurgia por meio de artrodese (fixação com pinos e parafusos).

Prevenir é a melhor forma de não sofrer com a escoliose, que tem como uma das causas a má postura e funcionalidade. Há também casos do problema ter origem congênita, assim que o bebê nasce, por decorrência de formação incorreta das vértebras durante a gestação. 

“Em casos mais graves e com a necessidade da realização da cirurgia, recomendamos que a intervenção seja indicada com as crianças com mais de 10 anos, idade que, no geral, tem o desenvolvimento esquelético completo. Claro que a cirurgia vai depender de muitos outros aspectos e grau da escoliose, para pacientes que apresentem curvas graves e sejam prejudiciais à qualidade de vida e bem estar”, afirma o médico.

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