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Existe chocolate saudável? Veja a melhor opção para a Páscoa

Uma série de fatores devem ser levados em consideração na hora de escolher o chocolate certo para a Páscoa. Saiba como não errar

Existe chocolate saudável? Veja a melhor opção para a Páscoa
Existe chocolate saudável? Veja a melhor opção para a Páscoa - Foto: Shutterstock

Estamos naquela época do ano em que os chocólatras vão à loucura. Isso porque há inúmeras opções por toda a parte para celebrar a Páscoa, mas nem todas elas são boas para a saúde. Aliás, será que existe um chocolate saudável? Especialistas apontam que sim.

Antes de mais nada, é preciso salientar que o consumo de chocolates em excesso e prolongado pode ocasionar uma série de problemas de saúde. 

Porém, conhecer os diversos tipos de sabores e controlar a quantidade ingerida asseguram mais equilíbrio na alimentação, até mesmo com promoção do bem-estar, já que o alimento também tem benefícios à saúde

Benefícios do chocolate para a saúde do coração

O chocolate tem ação anti-inflamatória, reduz o estresse, diminui dores e proporciona uma grande sensação de bem-estar, além de reduzir o apetite e melhorar o metabolismo. Mas, além de todos esses benefícios, o alimento também é bastante benéfico para a saúde do coração.

De acordo com o cardiologista do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, Dr. Matheus Fileti Arruda, o consumo de chocolates, especialmente os escuros, pode ajudar a reduzir alguns fatores de risco para doenças cardíacas.

Isso porque eles são ricos em flavonoides, compostos com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e vasodilatadoras, contribuindo para a saúde dos vasos sanguíneos por aumentar a elasticidade arterial e reduzir a pressão arterial. 

“Os flavonoides podem ajudar a melhorar os níveis de colesterol, aumentando o HDL (colesterol “bom”) e, potencialmente, reduzindo o LDL (colesterol “ruim”)”, completa o cardiologista.

Consumindo com cuidado

No entanto, o médico destaca que o consumo deve ser moderado e focado nos chocolates com mais concentração de cacau (a partir de 70%). Segundo ele, estudos sugerem que quantidades pequenas de chocolate escuro, de 30 a 60 gramas, algumas vezes na semana, podem ser benéficas para a saúde. “É importante que o consumo de chocolate seja inserido em um contexto de dieta equilibrada e estilo de vida saudável”, alerta Matheus.

Além disso, por ser um alimento estimulante, pacientes com certos tipos de arritmias, que sofrem com insônia e ansiedade, devem limitar – ou até mesmo evitar – o consumo de chocolate. 

“O chocolate contém cafeína e teobromina, dois estimulantes que podem aumentar, temporariamente, a frequência cardíaca. No entanto, esse efeito é geralmente leve e mais comum em pessoas sensíveis a essas substâncias. Para a maioria, o consumo moderado de chocolate não deve causar um aumento significativo nos batimentos cardíacos”, explica o Dr. Matheus Fileti. 

O médico esclarece ainda que a composição do chocolate branco contém substâncias diferentes dos tipos escuros. Isto é, não contém massa de cacau, apenas manteiga de cacau, é rico em açúcares e gordura como o chocolate ao leite. 

“Por essa razão, os chocolates brancos não oferecem os mesmos benefícios cardiovasculares associados aos flavonoides presentes nos chocolates escuros. Portanto, devem ser consumidos com mais parcimônia”, afirma.

Como escolher o chocolate mais saudável?

Já sabemos que o chocolate branco não é o mais indicado à saúde, mas será que qualquer chocolate escuro oferece benefícios? Na verdade, é preciso levar alguns fatores em consideração.

“Para termos esse alimento no nosso dia a dia, precisamos saber escolher. Porque, para ele ser saudável, a qualidade importa, principalmente porque todo valor atribuído ao chocolate vem do cacau”, explica  a nutricionista Mariana Venturino.

Mariana enumerou 3 fatores essenciais para observarmos ao escolher o chocolate certo:

  • O chocolate mais saudável é aquele que tem mais cacau. Portanto, o cacau como o primeiro ingrediente é um fator importante a se observar no rótulo;
  • O segundo fator importante é verificar se tem gordura vegetal adicionada, que é uma gordura de qualidade ruim e nociva e que já coloca o chocolate como de qualidade inferior;
  • Depois de se atentar nesses dois, verifique o açúcar: quanto menos, melhor.

“Normalmente o açúcar vem no segundo ou terceiro ingrediente, e está tudo bem. Isso não muda o fato de ser uma opção mais saudável, porque o teor de cacau continua alto e o alimento como um todo é melhor nutricionalmente do que a maioria do mercado”, alerta.

Além disso, é muito comum o uso de emulsificantes e aromatizantes. Segundo a nutricionista, o ideal é buscar as opções mais naturais, com menos ingredientes e sem esses aditivos.

Diferentes tipos de chocolate

A nutricionista explica também os diferentes tipos de chocolate para consumir. Confira:

  • O chocolate amargo contém a maior porcentagem de cacau e tem ainda de manteiga de cacau e um pouco de açúcar. É o tipo mais saudável, como já descrito;
  • O chocolate ao leite tem uma porcentagem menor de cacau e também possui leite, manteiga de cacau e açúcar (que é geralmente o primeiro ingrediente e, por isso, o que tem em maior quantidade nesse tipo de chocolate);
  • Já o chocolate branco é feito à base de açúcar, manteiga de cacau e leite.

Para a profissional, em termos de calorias, os tipos não são muito diferentes. Isso porque o que realmente muda é o valor nutricional atribuído.

“Já sabemos que o mais rico em cacau tem benefícios à saúde e que os outros têm ingredientes que, em excesso, podem ser danosos. Sendo assim, nada nos impede de apreciar todos os sabores, inclusive numa data que só acontece uma vez no ano, que é a Páscoa. O que precisamos ter todos os dias do ano é bom senso e moderação no consumo. E, claro, manter um estilo de vida saudável como princípio básico”, finaliza.

Casos que merecem atenção

A coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, Camila Junqueira, aponta que é importante conhecer todas as opções de ovos saudáveis para não errar na escolha, especialmente em casos mais delicados, como pacientes com diabetes, crianças e idosos. 

“O termo light, por exemplo, indica que o produto tem teor reduzido de, no mínimo, 25% de determinado ingrediente. Já a versão diet não contém um grama de açúcar, mas não necessariamente ele é menos calórico. Ao tirar o açúcar, para dar sabor ao alimento, aumenta-se a quantidade de gordura. Por isso, ele é indicado apenas para diabéticos”, enfatiza Camila.  

Além disso, alguns tipos são mais recomendados para determinadas faixas etárias. “A versão amarga é uma ótima opção para adultos com idade mais avançada e idosos, por exemplo, pois ele possui flavonoides de cacau, que são bioativos derivados de plantas da semente da planta, que atuam diretamente na redução da pressão arterial e no bombeamento do sangue para o cérebro, melhorando o sistema cognitivo do ser humano. Ingerir 30 gramas é o ideal”, explica a professora. 

No caso das crianças, a especialista afirma que não é recomendado que menores de três anos consumam chocolate. “A partir dessa idade, o consumo diário não deve ultrapassar o equivalente a um tablete pequeno. A dica é fazer substituições como trocar o ovo por um brinquedo novo, um livro, um passeio por aquele lugar que a criança sempre quis ir, etc, são algumas ideias que podem ser colocadas em prática na ocasião para desvincular o desejo pela guloseima”, ressalta.

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