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Explante ou troca da prótese de silicone? Saiba quando cada um é indicado

Por diferentes razões, é comum uma paciente precisar trocar ou até mesmo retirar o implante de silicone. Cirurgião explica como isso ocorre

Explante ou troca da prótese de silicone? Saiba quando cada um é indicado
Explante ou troca da prótese de silicone? Saiba quando cada um é indicado - Foto: Shutterstock

Colocar silicone é o sonho de muitas mulheres. Mas, muitas vezes, seja qual for o motivo, pode ser necessário retirar ou trocar o implante. Antes de realizar o procedimento, no entanto, é imprescindível saber se essa é mesmo a melhor opção.

Aqui tem todas as informações que você precisa saber antes de colocar silicone:

O explante de prótese de silicone é a remoção completa da prótese dos seios. Nesse procedimento, o formato das mamas é alcançado com a reposição dos tecidos da própria paciente ou mesmo enxertia de gordura, sem o uso de implantes mamários. No caso da troca da prótese, por outro lado, o cirurgião fará uma incisão na mesma área para remover a prótese atual e substituí-la por uma menor ou maior.

A decisão de realizar o explante ou a troca de prótese de silicone depende de cada caso individualmente, reforça o Dr. Marcelo Kolling, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Segundo ele, isso pode ocorrer por questões de saúde ou mesmo vontade da paciente.

Razões para o explante

Entre as razões que podem levar ao explante, o cirurgião plástico cita problemas médicos e reações adversas, principalmente de origem imune levando à  dor crônica, rigidez, inflamação ou contratura capsular (quando o tecido cicatricial se forma em torno do implante e o aperta). Há ainda outros fatores, como ruptura ou vazamento por fatores mecânicos, como um trauma local, por exemplo.

Mudança de preferência: alguns pacientes podem simplesmente mudar de opinião e desejar remover seus implantes mamários por motivos pessoais, como descontentamento com o tamanho ou forma.

Preocupações com a saúde: existem chances de existir alguma preocupação com uma possível relação entre os implantes mamários e doenças autoimunes, mesmo com poucas evidências.

Complicações estéticas: em alguns casos, podem existir problemas como assimetria, flacidez, deslocamento ou enrugamento dos implantes.

Fatores psicológicos: pode existir um sentimento que os implantes mamários afetam negativamente a autoestima, imagem corporal e saúde mental. Dessa maneira, é importante lembrar que o explante de mama é uma decisão pessoal e, por isso, precisa de uma cuidadosa avaliação dos riscos e benefícios envolvidos. 

Como é a cirurgia para retirada do silicone?

Uma vez que a prótese de mama fornece uma arquitetura mamária, ao retirar o implante, necessitamos preencher esse espaço deixado pela prótese. Nesse contexto, o tecido da paciente pode ser insuficiente, levando a querer recolocar a prótese de mama após resultado insatisfatório. Por isso, é recomendável consultar um cirurgião plástico qualificado e experiente para discutir suas opções e expectativas antes do procedimento, alerta o Dr. Marcelo.

“O procedimento de explante de prótese de silicone é realizado sob anestesia geral. O cirurgião faz a incisão na área previamente abordada do seio e remove cuidadosamente o implante de silicone. Em alguns casos, a cápsula que envolve a prótese também é removida”, explica.

Em outros casos, a cápsula pode permanecer no lugar, o que depende da razão pela qual o explante está sendo feito. “Nisto, podemos lançar mão de técnicas combinadas à enxertia de gordura no local”, acrescenta.

Razões para a troca de prótese de silicone 

Segundo ele, o próprio envelhecimento e a queda das mamas pode fazer com que a paciente opte por trocar as próteses. “Outra questão comum é após a amamentação; quando as mamas, devido ao aumento dos ductos que produzem leite e sua posterior regressão após término da lactação, podem cair. E isso leva também à necessidade de mastopexia, comumente usada com a prótese de mama”, detalha.

Incômodo ou mudança de peso: existem problemas que a paciente pode apresentar como desconforto mamário, devido ao tamanho grande de algumas próteses e também à formação de uma cápsula (originada de uma contratura mamária). Até mesmo um aumento/oscilação de peso pode levar a alteração do formato das mamas. Sendo mais uma razão para nova cirurgia mamária, podendo ocorrer com implantes de mama.

Redução das mamas: caso a paciente não tenha colocado uma prótese, existe a possibilidade de diminuir o tamanho das mamas, removendo parte do tecido mamário e pele. A escolha do método dependerá do tamanho atual das mamas e do resultado desejado. Assim como sintomas relacionados ao peso das mamas, como dor cervical (no pescoço) e alterações de pele.

Combinação com a mastopexia: para os casos de queda das mamas/ptose mamário, indicamos a mastopexia. Pode ser realizada com e sem prótese. A mastopexia é um procedimento cirúrgico indicado para levantar e remodelar os seios caídos.

Esse procedimento pode ser uma opção quando os seios perdem firmeza e a forma com o tempo, devido a fatores como envelhecimento, gravidez, amamentação, perda de peso ou genética. Essa cirurgia envolve a remoção do excesso de pele e do tecido mamário, além de reposicionar a aréola e o mamilo para cima, criando um formato mais jovem e firme para os seios.

Como é a cirurgia para troca do silicone?

No caso da troca de prótese, é necessário fazer o lifting das mamas/mastopexia. Ou seja, o reposicionamento das aréolas, tornando-a mais superior em relação ao tórax. Além disso, há necessidade de ajustes com a retirada de pele e tecido mamário para acomodar a nova prótese e a posição mais vertical dos mamilos, explica Marcelo.

Quais as razões que podem levar querer uma redução de mamas ou mastopexia

Há também quem opte por reduzir as mamas, o que pode ocorrer por diversas razões. O médico explica as principais:

Cirurgia de redução de mama: atenuar sintomas crônicos como dor cervical, formigamento de membros e alterações de pele, devido ao peso das mamas.

Perda de peso: a perda de peso significativa pode levar a uma queda das mamas, pois a gordura é uma das principais fontes de volume mamário e sustentação. Ao emagrecer, principalmente de forma maciça, aréolas ficam abaixo da posição anatômica normal.

Envelhecimento: à medida que envelhecemos, a pele perde elasticidade e tonicidade. Como resultado, as mamas podem parecer menores e menos firmes.

Amamentação: essa ação pode causar alterações no tamanho e forma das mamas devido às alterações hormonais e ao processo de lactação. Ocorrendo também a ptose mamária.

Mudanças hormonais: alterações hormonais naturais, como as que ocorrem durante a menopausa, podem levar a uma redução no tamanho das mamas.

Fatores genéticos: a genética pode desempenhar um papel na determinação do tamanho e forma das mamas, o que pode levar a uma redução natural em algumas mulheres. 

Como é o pré e o pós-operatório das cirurgias?

No pré-operatório, é importante realizar uma avaliação médica completa para garantir que o paciente esteja em boas condições de saúde e possa se submeter à cirurgia com segurança. Além disso, o cirurgião irá discutir com o paciente o tipo de procedimento a ser realizado, as técnicas envolvidas, os riscos e benefícios, as expectativas de resultados e os cuidados pós-operatórios.

No pós-operatório, é importante seguir as orientações médicas para garantir uma boa recuperação e minimizar os riscos de complicações. Algumas das recomendações comuns incluem:

  • Repouso: o paciente deve repousar e evitar esforços físicos por um período determinado pelo cirurgião;
  • Uso de medicamentos: o cirurgião pode prescrever medicamentos para aliviar a dor, prevenir infecções e reduzir o inchaço;
  • Curativos: é importante manter os curativos limpos e secos para prevenir infecções.
  • Uso de sutiãs especiais: dependendo do tipo de cirurgia, pode ser necessário usar um sutiã especial por um certo período;
  • Retorno às atividades normais: o retorno pode levar semanas ou meses, dependendo do tipo de cirurgia e da recuperação do paciente;
  • Acompanhamento médico: o paciente deve comparecer às consultas de acompanhamento com o cirurgião para avaliar a evolução da recuperação e solucionar possíveis dúvidas ou complicações.

“Cada caso é único, e as orientações podem variar de acordo com o tipo de cirurgia e as necessidades individuais do paciente. Por isso, é importante seguir as recomendações do cirurgião para garantir uma recuperação segura e eficaz”, conclui o Dr. Marcelo.

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