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Isquemia cerebral: entenda a condição do ex-presidente José Sarney

O ex-presidente sofreu uma queda em casa e precisou ser hospitalizado. O diagnóstico confirmou uma isquemia cerebral

Isquemia cerebral: entenda a condição do ex-presidente José Sarney
Isquemia cerebral: entenda a condição do ex-presidente José Sarney - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ex-presidente da República, José Sarney, 93, foi internado no domingo (16) após sofrer uma queda em casa, em São Luís. Ele recebeu alta na manhã de segunda-feira (17). Em nota, o UDI Hospital informou que José Sarney sofreu “uma pequena área de isquemia cerebral”. A condição, também chamada de AVC isquêmico, é causada por um bloqueio na circulação sanguínea do cérebro e deve ser tratada com extrema urgência.

Como identificar uma isquemia cerebral?

De acordo com o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola, os sintomas de isquemia cerebral  variam de acordo com a região do cérebro acometida. “Mas, de modo geral, para poder reconhecer facilmente um AVC, a gente usa o acrônimo SAMU”, explica o médico. No acrônimo, cada letra representa uma medida para identificar e socorrer o paciente:

  • S de sorriso: peça ao paciente para sorrir, pois a isquemia cerebral costuma acometer a face, tirando a simetria do sorriso;
  • A de abraço: peça ao paciente para abraçar, e tente perceber se há maior força em um dos membros. Isso porque o AVC acomete um lado do corpo;
  • M de música: peça ao paciente para cantar, recitar um poema ou simplesmente falar, pois a isquemia também afeta a fala. “Se ele tiver muita dificuldade pra falar, não conseguir ou falar enrolado, isso pode ser um sintoma de AVC”, indica Victor Hugo;
  • U de urgência: ao confirmar os sintomas anteriores, leve o paciente a um hospital o mais rápido possível. 

Por que tanta pressa para socorrer um paciente de AVC?

Em casos de isquemia cerebral, o tempo de socorro é extremamente valioso. Isso porque ele está intimamente relacionado à chance de sucesso do tratamento, explica o neurocirurgião. “Os melhores resultados desse tratamento são alcançados quando a gente consegue tratar o paciente de um modo mais precocemente possível”, destaca. 

Segundo ele, o risco de não identificar e não tratar rapidamente a isquemia é o surgimento de alguma sequela. “Então, por exemplo, se o paciente teve um AVC e perdeu a força do lado direito do corpo. Sem o tratamento, ele vai ficar com isso como sequela, e vai precisar de fisioterapia depois para tentar melhorar”, afirma o médico. Portanto, a identificação tem que ser rápida para conseguir instituir logo o tratamento. 

“O AVC tem um dos melhores tratamentos que existem hoje na medicina, mas ele tem uma relação íntima com o tempo. Então, na menor suspeita que o paciente está tendo isquemia cerebral, você tem que encaminhá-lo o mais rápido possível para um hospital de referência”, reforça o médico. Dessa forma, a investigação, o diagnóstico e o tratamento serão instituídos rapidamente.


Além disso, uma vez que os médicos instituem o diagnóstico, é preciso também descobrir a causa. Isso porque o paciente pode ter recorrência da isquemia cerebral quando não descobrimos o que provocou a primeira. “É o caso, por exemplo, de arritmia, que forma o tronco do coração e esse tronco sobe pro cérebro; ou placa de gordura nas carótidas, que pode se desprender e soltar um pedaço para circulação cerebral e ocasionar um AVC”, ilustra o especialista.

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