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Papanicolau e vacina previnem o câncer de colo de útero

A vacina contra o HPV e o Papanicolau são capazes de evitar o surgimento do câncer de colo de útero. No entanto, adesão é baixa no Brasil

Papanicolau e vacina previnem o câncer de colo de útero
Papanicolau e vacina previnem o câncer de colo de útero - Foto: Shutterstock

O câncer do colo do útero, ou câncer cervical, é resultado da infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano, o HPV. A infecção genital por esse vírus, no entanto, é muito frequente e na maioria das vezes não causa doença. Já em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer. 

Para o ano de 2023, são estimados 17.010 casos novos de câncer de colo de útero no Brasil, o que representa um risco considerado de 13,25 casos a cada 100 mil mulheres, segundo o INCA. Os números mostram a importância da campanha Março Lilás, que busca alertar a população sobre os riscos da doença.

Prevenção do câncer de colo de útero

A principal forma de descobrir a presença do HPV é através do exame Papanicolau, que deve ser feito anualmente ou a cada dois anos — dependendo do caso. Em quase todos os casos, há uma cura para o quadro. Por isso, é importante realizar periodicamente os exames de rotina. 

Além do Papanicolau, é importante tomar a vacina contra o HPV, geralmente aplicada em meninas no início da fase reprodutiva. O imunizante é capaz de frear as infecções pelo vírus e, assim, impedir o surgimento da doença.

“O câncer de colo do útero é evitável graças a vacina contra HPV, que está disponível no SUS. Além do Papanicolau, que também está na rede pública e tem o potencial de detectar lesões que pré-malignas, ou seja, que ainda não são câncer”, ressalta o médico oncologista Fernando Maluf, membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e fundador do Instituto Vencer o Câncer.

A baixa adesão à vacina e ao Papanicolau

A contaminação pelo vírus HPV é a causa de quase todos os casos de câncer de colo do útero. Para imunização dos HPVs oncogênicos que representam responsáveis por 70% dos tumores malignos no colo uterino, há vacina disponível na rede pública. A vacina quadrivalente também previne os tipos responsáveis pela maioria das lesões genitais.

A vacina quadrivalente é distribuída gratuitamente pelo SUS para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 9 a 14 anos. Também é distribuída na rede pública para mulheres e homens imunossuprimidos (que vivem com HIV/aids, estão em tratamento oncológico ou realizaram transplante de órgãos, etc.) até os 45 anos. Para esse grupo, a vacina tem 3 doses, com intervalo 0, 2 meses e 6 meses.

Devido a baixa adesão às campanhas de vacinação contra HPV e gargalos no acesso ao exame Papanicolau, o Brasil apresenta alta incidência e mortalidade por câncer de colo do útero. 

Dados do estudo EVITA realizado pelo grupo EVA (Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos) em parceria com o LACOG, demonstrou alguns motivos mais frequentemente relatados para a não realização do Papanicolau:

  • Falta de vontade em 46,9%;
  • Vergonha ou constrangimento em 19,7%;
  • Falta de conhecimento em 19,7%. 

Além disso, o estudo também demonstrou que a baixa adesão ao papanicolau está associada a disparidades sociais, menor renda, nível educacional e parceiro estável. Por isso, a conscientização é importantíssima, sem abrir mão de outras ações. Iso é, a vacina contra HPV, o papanicolau e o tratamento precoce — todos esses são capazes de salvar vidas de mulheres, na sua maioria jovens e economicamente ativas.

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