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Pular o café da manhã emagrece ou prejudica a saúde? Estudo analisa

Não comer o café da manhã costuma ser uma alternativa para quem deseja perder peso. Entenda qual o impacto na saúde

Pular o café da manhã emagrece ou prejudica a saúde? Estudo analisa
Pular o café da manhã emagrece ou prejudica a saúde? Estudo analisa - Foto: Shutterstock

O café da manhã é amplamente conhecido como “a refeição mais importante do dia”. Porém, essa não é uma verdade universal, já que em muitas dietas e rotinas alimentares ele acaba sendo esquecido — principalmente por quem deseja emagrecer. Afinal, pular o café da manhã é mesmo um aliado da perda de peso ou ele é indispensável para uma alimentação saudável?

Posso pular o café da manhã?

Um estudo recente da Escola de Medicina Icahn, no Hospital Monte Sinai, nos Estados Unidos, descobriu que deixar de tomar o café da manhã pode comprometer o sistema imunológico. As consequências são maiores chances de infecções, doenças cardíacas e até mesmo câncer.

“Há uma consciência crescente de que o jejum é saudável e, de fato, há evidências abundantes dos benefícios do jejum. Nosso estudo fornece uma palavra de cautela, pois sugere que também pode haver um custo para o jejum, que acarreta um risco à saúde”, diz o principal autor da pesquisa, Filip Swirski, em comunicado.

O jejum e o sistema imunológico

Para entender como o jejum afeta o sistema imunológico, os cientistas analisaram dois grupos de camundongos. Um deles tomou café da manhã logo após acordar, enquanto o outro não fez a refeição.

Ao examinar os exames de sangue dos dois grupos, os pesquisadores notaram que o número de monócitos (glóbulos brancos produzidos na medula óssea responsáveis por defender o organismo de corpos estranhos) caíram drasticamente nos camundongos em jejum após quatro horas de experimento. 

Os cientistas descobriram que 90% dessas células desapareceram da corrente sanguínea, chegando a um quadro ainda mais drástico após oito horas em jejum. Os camundongos que tomaram café da manhã, por outro lado, permaneciam com o mesmo número de monócitos. 

Após 24 horas sem comer, os pesquisadores reintroduziram a refeição à rotina do grupo em jejum. Eles observaram que as células, que antes estavam em baixa, voltaram à corrente sanguínea em poucas horas. 

Porém, ao invés dos monócitos desempenharem o papel protetor que tinham, foram alterados e causaram um nível elevado de inflamação. Essa alteração mostrou que, ao invés de proteger contra infecções, os monócitos agora estavam diminuindo a capacidade de defesa do sistema imunológico.

Os pesquisadores constataram ainda que há regiões específicas do cérebro responsáveis pela resposta dos monócitos durante o jejum. Porém, pular a primeira refeição do dia causa um estresse no cérebro, que muda o curso comum desses glóbulos brancos. “Como essas células são tão importantes para outras doenças, como doenças cardíacas ou câncer, é fundamental entender como sua função é controlada”, finaliza o pesquisador.

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