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Segurar gases faz mal à saúde? Entenda como seu corpo reage

Não importa se são arrotos ou puns, o ideal é nunca segurar os gases por muito tempo, pois isso pode gerar uma série de desconfortos

Segurar gases faz mal à saúde? Entenda como seu corpo reage
Segurar gases faz mal à saúde? Entenda como seu corpo reage - Foto: Shutterstock

A resposta é direta e objetiva é não. Porém, o hábito gera um grande incômodo. Isso porque o acúmulo indesejado de gases no intestino resulta em distensão abdominal (inchaço na barriga) e cólicas abdominais, além do rompimento da parede intestinal. Já no caso dos arrotos, a retenção pode causar dores que se confundem com as de problemas cardíacos. 

O Dr. Rizzieri Gomes, médico cardiologista, explica como o corpo reage quando seguramos os gases – sejam eles arrotos ou puns. Confira:

Pum

O pum faz parte da digestão humana e continuará fazendo, não há o que fazer. Sua produção em excesso, no entanto, pode ser decorrente da má alimentação, síndrome do intestino irritável ou problemas no estômago. Além disso, não ir ao banheiro quando o intestino pede também contribui para o aumento de gases. 

“Se a pessoa os segurar por muito tempo, eles podem provocar inchaço e distensão abdominal, além do endurecimento do bolo fecal, que pode ficar ressecado e dificultar depois a evacuação”, afirma Dr. Rizzieri Gomes, médico cardiologista, focado na mudança do estilo de vida (MEV) de seus pacientes. 

“Mas atente-se à força, pois quando se força o abdômen para soltar gases há risco do aumento da pressão arterial nas veias do plexo hemorroidário, situado no entorno do ânus, podendo provocar a formação de hemorróidas, ou seja, varizes das veias, que, se agravadas, podem sangrar”, completa o médico. 

Arroto

Os arrotos surgem quando há a liberação do ar ou de dióxido de carbono (gás que produz o efeito efervescente em determinadas bebidas) engolido. Ainda que grande parte do ar que deglutimos ao comermos ou ao engolirmos a saliva seja absorvida pelo organismo, uma parte precisa ser eliminada. Na maior parte das vezes, o arroto (ou eructação) não representa problema médico, mas merece atenção quando persistente. 

Além disso, ao arrotar, o ideal é não colocar força. Dessa forma, é possível evitar o barulho, a piora de eventuais quadros de refluxo e uma possível regurgitação involuntária do alimento e do suco gástrico. Forçar esse hábito, ao contrário do que se pensa, ainda aumenta o volume de gases.

Para diminuir os arrotos, o Dr. Rizzieri recomenda:

  • Evitar bebidas gaseificadas ou efervescentes;
  • Comer devagar;
  • Mastigar bem os alimentos;
  • Não exagerar na quantidade de comida;
  • Não mascar chiclete ou balas muito duras;
  • Falar menos durante as refeições.

“Arrotos podem ser sintomas de úlceras. Então, caso haja dor abdominal seguido de queimação entre as refeições e à noite, o recomendável é procurar um médico”, alerta o especialista.

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