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Dietas restritivas: entenda porquê elas não são uma boa ideia

As dietas restritivas não são verdadeiramente efetivas na perda de peso. Além disso, geram danos à saúde física e mental

Dietas restritivas: entenda porquê elas não são uma boa ideia
Dietas restritivas: entenda porquê elas não são uma boa ideia - Foto: Shutterstock

As dietas restritivas se tornam uma tentação para quem deseja emagrecer rápido. No entanto, elas podem gerar diversos prejuízos à saúde, além de não serem efetivas para a perda de peso. Ainda assim, muitas vezes elas se tornam populares graças aos ganhos que prometem, e acabam até virando uma moda entre as pessoas que desejam mudar radicalmente a alimentação.

Embora essas dietas possam proporcionar uma perda de peso inicial rápida, muitas vezes elas são desequilibradas. Alguns exemplos de dietas da moda incluem a dieta da sopa, a dieta da lua, a dieta do limão, a dieta do tipo sanguíneo, a dieta da proteína, a dieta do jejum intermitente, entre outras.

As dietas restritivas e seus riscos

A nutricionista Cris Ribas Esperança explica que é importante entender que não existe uma dieta universalmente ideal. Isso porque as necessidades nutricionais variam de acordo com cada organismo, faixa etária e objetivo em questão. Além disso, essas dietas muitas vezes são extremas e restritivas, podendo levar a deficiências nutricionais e a efeitos colaterais negativos, como fadiga, tontura, constipação, alterações de humor e desequilíbrios hormonais.

O médico nutrólogo Dr. Ronan Araujo explica que o primeiro risco de uma dieta restritiva é a carência de nutrientes importantes para o bom funcionamento do corpo. Quando se restringe a ingestão de alimentos, é possível que o organismo não esteja recebendo todos os nutrientes necessários para manter a saúde em dia. Esse desequilíbrio nutricional pode levar a problemas de saúde, como anemia, fraqueza muscular, queda de cabelo, entre outros.

Outro risco das dietas restritivas é a perda de massa muscular. Ao reduzir drasticamente a ingestão de calorias e nutrientes, o corpo entra em um estado de privação e começa a utilizar as reservas de energia, incluindo a massa muscular. Isso pode levar a perda de força e resistência, além de dificultar a manutenção do peso após a dieta.

“A perda de massa muscular também pode afetar o metabolismo, tornando mais difícil a queima de calorias e o controle de peso. Isso porque o tecido muscular é responsável por um gasto energético maior do que o tecido adiposo. Ou seja, quanto menor a massa muscular, menor será o gasto calórico em repouso”, esclarece o médico.

O efeito platô e os transtornos alimentares

O nutrólogo comenta também que essas dietas são difíceis de sustentar a longo prazo. Por isso, muitas vezes, após o fim da dieta, o peso volta novamente. Isso ocorre porque as dietas restritivas geralmente envolvem a restrição calórica ou de nutrientes, o que pode levar a uma perda de peso rápida e significativa no curto prazo.

No entanto, essa perda de peso pode ser insustentável, pois muitas vezes as pessoas voltam aos seus hábitos alimentares anteriores, que geralmente são pouco saudáveis. Isso leva a um aumento de peso até maior que no início da dieta, gerando o efeito sanfona, que pode ser muito perigoso, alerta Ronan.

Uma restrição alimentar também pode levar a um comportamento compulsivo, o que pode afetar negativamente a qualidade de vida e o bem-estar psicológico das pessoas. Além dos riscos para a saúde, as dietas restritivas podem causar transtornos alimentares, como a anorexia nervosa e a bulimia. Esses transtornos podem trazer sérios riscos para a saúde física e mental e precisam de tratamento adequado.

Por isso, compreender as causas e os tratamentos para esse comportamento é essencial. Assim, é possível ajudar as pessoas a lidar com esses problemas e promover hábitos alimentares saudáveis e equilibrados.

Emagrecimento saudável

Cris recomenda que a mudança na alimentação seja feita de forma gradual e com o acompanhamento de um profissional da área da saúde, como um nutricionista. “O mais importante é saber comer e não parar de comer. Uma dieta equilibrada e saudável deve incluir uma variedade de alimentos, como frutas, legumes, cereais integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis. Também deve ser adaptada às necessidades de cada pessoa”, afirma.

O médico nutrólogo destaca que uma alternativa mais saudável para quem quer emagrecer é adotar um estilo de vida saudável. Isso inclui uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividades físicas.

Outra alternativa é a reeducação alimentar, que consiste em aprender a fazer escolhas alimentares mais saudáveis e equilibradas, sem restrições ou proibições. Ela leva tempo e dedicação, mas é uma forma mais sustentável e saudável de emagrecer e manter um estilo de vida saudável a longo prazo.

“Você deve ter em mente que não é a quantidade que você come, mas sim a qualidade do alimento. As dietas restritivas não são uma solução saudável ou sustentável para emagrecer. A reeducação alimentar e de estilo de vida podem ser uma forma de aprender a fazer escolhas alimentares mais saudáveis sem restrições ou proibições”, destaca o Ronan.

Vale lembrar que a alimentação saudável é um estilo de vida e não uma dieta temporária. O ideal é adotar hábitos alimentares saudáveis e sustentáveis, que sejam fáceis de manter a longo prazo, sem colocar em risco a saúde.

“É importante ter cautela com as dietas da moda e buscar orientação profissional antes de aderir a qualquer regime alimentar, para garantir que a alimentação seja saudável e sustentável a longo prazo, promovendo a saúde e o bem-estar geral. É preciso entender o que funciona para você, pois um estilo de vida saudável precisa ser sustentável”, finaliza a nutricionista.

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