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Distúrbios intestinais podem causar obesidade; saiba como identificar

Nutricionista explica como fatores relacionados ao intestino contribuem para o ganho de peso excessivo. Saiba como fugir da obesidade

Fatores intestinais podem levar à obesidade; entenda
Fatores intestinais podem levar à obesidade; entenda - Foto: Shutterstock

A obesidade aumenta consideravelmente o risco de desenvolvimento de diversas patologias. A condição pode favorecer o surgimento, por exemplo, da diabetes, pressão alta, apneia do sono, trombose e distúrbios no ciclo menstrual, além de problemas cardiovasculares e diversos tipos de câncer. Dessa forma, pessoas obesas têm a saúde considerada mais frágil.

A nutricionista Alice Coca, que atende na UBS Jardim. Paranapanema, gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, alerta para os principais fatores intestinais que podem aumentar o risco do ganho de peso excessivo.

Problemas intestinais que levam à obesidade

A obesidade pode surgir tanto por predisposição genética como por consequências de maus hábitos alimentares e de vida, aponta a especialista. O sedentarismo e o consumo excessivo de alimentos com alto valor calórico, por exemplo, geram o acúmulo de gordura no corpo. “Estas calorias, por sua vez, são superiores ao que o organismo usa para a manutenção e a realização das atividades diárias”, explica.

Entre os fatores intestinais que podem levar à obesidade, a nutricionista destaca a constipação, que pode ser agravada pela alimentação inadequada e pouca ingestão de fibras. “O problema causa a proliferação de bactérias maléficas, que aumentam a compulsão por alimentos ricos em carboidratos e extremamente doces”, destaca. De acordo com Alice, estas bactérias podem levar ao mau funcionamento intestinal.

A profissional ressalta ainda que a pouca ingestão de água e de fibras pode contribuir também para a chamada hiperpermeabilidade intestinal, problema em que as substâncias nocivas são absorvidas com facilidade pelo organismo. Isso gera inflamação no órgão e contribui para o aparecimento de doenças e dores de estômago.

A nutricionista afirma que não existe uma idade certa na qual os fatores intestinais sejam mais frequentes. No entanto, devido ao aumento da ingestão de alimentos ultraprocessados e industrializados pela população infantil, eles podem aparecer cada vez mais cedo, principalmente na população feminina, alerta a especialista.

Além disso, diarreias, gases em excesso e compulsão por doces e carboidratos no geral podem ser indícios de fatores intestinais e levar à obesidade.

Como a obesidade é diagnosticada?

Alice explica que o diagnóstico da obesidade é clínico e baseado no Índice de Massa Corporal (IMC). “O IMC é muito utilizado para avaliar a obesidade em nível populacional. Porém, quando se fala em avaliação individual, ela deve sempre ser um parâmetro complementar à avaliação completa. Esta, por sua vez, contempla a circunferência abdominal e a avaliação antropométrica, que afere as dobras cutâneas e demais circunferências corporais”, esclarece.

A avaliação individual é importante para estimar também a massa muscular, já que o peso não é composto somente de gordura, mas também de músculos, ossos e água, acrescenta a profissional.

Prevenção

Segundo Alice, o excesso de peso não necessariamente indica que a pessoa está gorda e que tenha uma saúde frágil. No entanto, é muito importante a avaliação de um profissional. Além dos problemas físicos, a obesidade também pode afetar a saúde emocional e psicológica, pois pessoas obesas podem desenvolver baixa autoestima e depressão.

“A melhor forma de prevenir a obesidade é a partir da conscientização da importância de uma vida saudável. Para isso, os pais devem ensinar e dar exemplos aos seus filhos acerca da importância de um período dedicado à prática de atividades físicas, bem como uma dieta equilibrada, baseada em alimentos saudáveis, de preferência in natura ou minimamente processados. Eles podem evitar os fatores intestinais e, consequentemente, a obesidade”, finaliza.

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