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Janeiro Branco: precisamos falar sobre saúde mental

Campanha foi criada em 2014 com o objetivo de incentivar o cuidado com a saúde mental, melhorando o bem-estar e a qualidade de vida

Janeiro Branco: precisamos falar sobre saúde mental
Janeiro Branco: precisamos falar sobre saúde mental - Foto: Shutterstock

Janeiro é o mês das revisões pessoais e do (re)planejamento de vida. Isso porque é no começo de cada ano novo que as pessoas se sentem inspiradas a refletir sobre seu bem-estar e suas relações. É neste mesmo período que, desde 2014, acontece a campanha Janeiro Branco. Esta é uma iniciativa social criada pelo psicólogo e palestrante mineiro Leonardo Abrahão com o objetivo de destacar a importância de cuidar da saúde mental. 

Em 2023, o movimento completa 10 edições trabalhando pela psicoeducação dos indivíduos e pela criação de políticas públicas dedicadas às necessidades psicossociais da saúde mental. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) referentes a 2022, quase um bilhão de pessoas, incluindo 14% dos adolescentes do mundo, vivem com algum transtorno mental. A situação se agravou com a pandemia da Covid-19 e sistematicamente por tabus como preconceitos e o desconhecimento sobre o amplo conceito de saúde mental.

Janeiro Branco e a importância da saúde mental

Além disso, segundo Leonardo Abrahão, “desde o início da história da humanidade, todas as pessoas, assim como todas as instituições sociais, vêm lidando, quase que às cegas, com as complexas e inescapáveis questões psicológicas que caracterizam os seres humanos. [Elas estão] lidando com a psicodinâmica humana sem o devido suporte da educação sentimental, da orientação emocional e do estímulo ao autoconhecimento, à autonomia mental e ao compromisso psicossocial, circunstâncias que o Movimento Janeiro Branco dedica-se a combater e a solucionar. Muitos sofrimentos humanos, com ou sem transtornos mentais, podem ser prevenidos ou melhor conduzidos se as pessoas aprenderem estratégias simples para cuidar da saúde mental”, explica o especialista.

Agora na 10ª edição, a campanha tem como tema “A vida pede equilíbrio!” – mote que muda a cada ano. ‘Quem cuida da mente cuida da vida’, ‘quem cuida das emoções cuida da humanidade’, ‘quem cuida de si já cuida do outro’, ‘sem psicoeducação não haverá solução’, ‘autoconhecimento: isso também tem a ver com a sua saúde mental’ são alguns exemplos já divulgados para chamar a atenção de todos para que cuidem de si e dos outros, além de ressaltar a importância das lutas por políticas públicas voltadas para a saúde coletiva, aponta Andrea Chaves, psicóloga e especialista na área de Saúde Mental.

A especialista destaca que a saúde mental tem relevância por estar entre as demandas que mais afetam a população, especialmente pessoas em idade produtiva. Cerca de 50 milhões sofrem com algum tipo de transtorno, segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, relativos ao ano de 2021. Os diagnósticos são variados: depressão, transtornos de humor, déficit de atenção, ansiedade, entre outros, afetando também outras faixas etárias, incluindo crianças e idosos.

Causas do adoecimento

Andrea explica que tal fenômeno é típico de países como o Brasil, considerado uma nação com altos índices de ansiedade entre a população. “Existe um conjunto de fatores que podemos atribuir ao adoecimento psíquico das pessoas, tais como a conjuntura econômica, as questões de desigualdade social, o difícil acesso a tratamentos, o modelo performista de trabalho exaustivo e a dificuldade de vínculos emocionais. Outro fator relevante são os tabus, por parte da população, em procurar um psiquiatra ou um especialista em psicologia”, detalha a psicóloga.

A especialista ressalta que, ao contrário do que a maioria imagina, não existe um único fator que seja a causa de crises enfrentadas pelas pessoas. Geralmente, uma série de condicionantes, como fatores biológicos, sociais, emocionais estão associados ao fenômeno. Segundo Andrea, até mesmo fatores espirituais, que estão relacionados às crenças que as pessoas possuem.

Em virtude disso, a profissional chama atenção para a importância de não categorizar os sentimentos, não julgar se o sofrimento do outro e não associar transtornos psiquiátricos à fraqueza ou à falta de fé. “O comportamento mais assertivo é incentivar as pessoas a buscarem ajuda especializada e tratamentos, acompanhando-as durante o período”, destaca.

Como prevenir problemas com a saúde mental

Entre as medidas que os profissionais e os órgãos responsáveis aconselham, estão as relacionadas ao amparo do paciente, à família e aos amigos. Essas atitudes são essenciais para que o tratamento tenha êxito, aponta a psicóloga. Estar bem consigo mesmo e com qualquer outro indivíduo, entender os desafios da vida, saber lidar com todas as emoções e buscar ajuda quando necessário, por exemplo, são outras recomendações que ajudam a manter a qualidade de vida.

“Rede de apoio familiar e de amigos, prática de atividades físicas, cultivar hobbies, ter algum tipo de fé e praticá-la. Esses são bons condutores para qualquer pessoa cuidar das suas emoções”, ressalta a profissional. Portanto, é necessário que cada um se atente às suas necessidades e limitações. Além disso, é importante avaliar o que serve de apoio e o que ajuda a trazer equilíbrio e bem-estar emocional para garantir uma vida mais saudável, madura e longeva.

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