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Dia de Combate ao Estresse: como evitar e combater o problema

Crises frequentes de enxaqueca causam estresse, que é um dos principais gatilhos para a dor de cabeça. Saiba como quebrar esse ciclo

Enxaqueca e estresse: cirurgia pode interromper ciclo vicioso
Enxaqueca e estresse: cirurgia pode interromper ciclo vicioso / Foto: Shutterstock

Hoje, 23 de setembro, é o Dia Mundial de Combate ao Estresse. Sendo assim, trata-se de uma data simbólica para alertar sobre os riscos que a condição pode causar e como prevenir os sintomas.

O estresse causa enxaqueca – e dependendo da crise e da dor, a enxaqueca causa estresse. Esse é um ciclo vicioso que parece não ter fim. Os desconfortos gerados reduzem a qualidade de vida e podem se tornar incapacitantes, atrapalhando a realização de tarefas simples do dia a dia. No entanto, é possível se livrar das dores.

Enxaqueca

A enxaqueca é reconhecida por crises de dor de cabeça que podem durar até 72 horas e aparecer mais de 15 dias por mês. Ela causa sintomas como dor intensa e pulsátil em um ou nos dois lados da cabeça. Além disso, o desconforto pode gerar náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som. 

Segundo estimativas, a doença crônica migrânea, conhecida popularmente como enxaqueca, afeta cerca de 15% da população brasileira. A faixa etária dos 20 aos 45 anos é a mais acometida. 

“Muitas pessoas que já possuem algum tipo de predisposição podem sofrer com crises de enxaqueca maiores em períodos de estresse. Isso porque nosso comportamento, emoções e estado mental influenciam fortemente no aparecimento do problema. Durante essas situações de alteração do humor, ocorrem mudanças na liberação das substâncias que o cérebro utiliza para minimizar a dor”, explica o Dr. Paolo Rubez, cirurgião plástico e membro da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica.

O principal problema da enxaqueca é o fato de ser um problema crônico, ou seja, que vai e volta com frequência. Isso acontece porque a enxaqueca é um transtorno neurológico multifatorial e poligênico associado a fatores ambientais, genéticos, hormonais e, também, alimentares, como explica o profissional. “O controle do estresse é uma forma de diminuir as crises, mas alguns pacientes não conseguem ter esse controle justamente porque há vários gatilhos para a dor de cabeça crônica”, afirma o Dr. Paolo.

Cirurgia

Esse ciclo entre uma dor e outra pode se tornar vicioso, no qual a própria enxaqueca alimenta o estresse. Isso, por sua vez, faz os sintomas durarem ainda mais tempo. Para esses casos, é recomendada a cirurgia da enxaqueca, aponta o especialista

“A cirurgia surgiu como um tratamento eficaz para pacientes com cefaléia refratária. Um estudo de Harvard, publicado ano passado, comparou o uso de medicamentos no pré e pós-operatório de pacientes submetidos ao procedimento e constatou que mais de ⅔ deles diminuíram o uso de medicamentos prescritos, sendo que do total de pacientes que passaram pelo procedimento, 23% não precisaram mais tomar medicamento algum”, acrescenta o médico.

O médico destaca que a realização de uma cirurgia pode, muitas vezes, colocar um fim definitivo às fortes crises de enxaqueca. “A cirurgia de enxaqueca vem sendo realizada por diversos grupos de cirurgiões plásticos ao redor do mundo e em mais de uma dezena das principais universidades americanas, como Harvard. Os resultados positivos e semelhantes das publicações dos diferentes grupos comprovam a eficácia e a reprodutibilidade do tratamento”, afirma o cirurgião. 

De acordo com o médico, o procedimento é pouco invasivo. Nele, os nervos que costumam ser comprimidos pelas estruturas ao seu redor são aliviados, diminuindo os sintomas ligados às crises de enxaqueca. 

“Ao todo, são sete tipos de cirurgias de enxaqueca, pois para cada um dos tipos de dor existe um acesso diferente para tratar os ramos dos nervos, sendo todos nas áreas superficiais da face ou couro cabeludo, ou ainda na cavidade nasal. Mas em todos estes tipos o princípio é o mesmo: descomprimir e liberar os ramos do nervo trigêmeo ou occipital, que são irritados pelas estruturas adjacentes ao longo de seu trajeto”, esclarece o especialista.

Quem pode fazer a cirurgia de enxaqueca

Qualquer paciente com o diagnóstico de migrânea (enxaqueca) pode fazer a cirurgia. No entanto, é preciso ter a ocorrência de duas ou mais crises severas de dor por mês que não são controladas por medicações. Além disso, pacientes que sofrem com efeitos colaterais das medicações para dor, que tenham intolerância aos remédios ou ainda que têm sua vida pessoal e profissional comprometida devido às dores também podem passar pelo procedimento. 

“As cirurgias são realizadas em ambiente hospitalar e sob anestesia geral ou, em alguns casos, sob anestesia local. O procedimento dura cerca de uma a duas horas para cada nervo. E o melhor é que o paciente tem alta no mesmo dia, podendo voltar para casa”, alivia o cirurgião

Como aliviar os sintomas

De acordo com a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), alguns dos fortes sintomas da enxaqueca podem ser amenizados com uma alimentação equilibrada. Ela destaca o benefício de alimentos como castanha-do-pará, atum, canela, vegetais verde escuros e grão de bico, que podem ajudar a diminuir as crises de enxaqueca. 

“Alimentos ricos em selênio e magnésio são importantes para diminuir o estresse, enquanto anti-histamínicos (presentes na canela e gengibre) inibem a produção de prostaglandina, responsável pela sensação de dor”, afirma a especialista.

“Evitar fast-foods, frituras e alimentos gordurosos, que têm perfil mais inflamatório e liberam prostaglandina, também é fundamental, assim como diminuir o consumo de cafeinados, substâncias que alteram a circulação sanguínea e de bebidas alcoólicas, ligadas à vasodilatação”, finaliza.

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