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Varizes ou vasinhos? Saiba a diferença e como tratá-los

Cirurgiã vascular explica qual a diferença entre entre varizes e vasinhos e revela quais as causas e formas de tratar o problema

Varizes ou vasinhos? Saiba a diferença e como tratá-los
Varizes ou vasinhos? Saiba a diferença e como tratá-los - Foto: Shutterstock

As varizes e vasinhos são aquelas veias finas que surgem na camada inferior da pele e causam bastante desconforto estético. Mas, além disso, podem levar a quadros de dor intensa e ao desenvolvimento de doenças vasculares, como a trombose.

Basicamente, as varizes são classificadas em quatro tipos. Para indicar o melhor tratamento é preciso antes identificar o tipo de cada uma delas. A cirurgiã vascular e angiologista, Dra. Tatiana Losada, explica quais são eles:

  • Telangiectasias ou vasinhos: são vasos bem pequenos que estão localizados na pele. De coloração avermelhada ou arroxeada, são veias bem finas, superficiais e visíveis na pele.
  • Reticulares ou microvarizes: de coloração azulada ou esverdeada, estão localizados logo abaixo da pele, mas são menores que as varizes. Possuem tamanho de 1-3mm.
  • Varizes: são veias mais calibrosas, alongadas e, às vezes, tortuosas, que ficam localizadas entre a gordura e o músculo e possuem mais de 3mm de diâmetro.

Causas, prevenção e tratamento das varizes

A especialista explica que as varizes surgem pela própria doença venosa. No entanto, a forma de surgimento de cada tipo varia de pessoa para pessoa, devido a fatores como genética, ganho de peso, gestação, entre outros. O tratamento é definido de acordo com o tamanho, localização, cor do vaso, tipo de pele e cor da pele, aponta Tatiana.

“Normalmente, para os vasinhos menores, aquelas telangiectasias, tendemos a fazer aplicação de laser. Para os vasos maiores, usamos espuma e laser. Porém, tudo isso vai depender realmente de todos esses parâmetros e o tipo de doença que o paciente tem. Só conseguimos dizer qual será o tratamento adequado avaliando antes o paciente”, explica a cirurgiã. Ela ainda afirma que normalmente é realizada uma associação de técnicas e não apenas uma para cada caso. 

“As técnicas que faço em consultório, como laser, aplicação e espuma, não precisam de repouso, o paciente faz e vai embora para casa. Antigamente existia apenas aplicação e cirurgia. Hoje temos diversos tipos de tratamento que posso fazer baseado no tipo de lesão que o paciente tem”, destaca a médica. 

Tatiana acrescenta que o tratamento cirúrgico também é mais simples nos dias de hoje, já que o paciente pode operar de manhã e receber alta no mesmo dia. “Mesmo os casos que precisam de um repouso maior são relativos. O paciente não fica o tempo todo de repouso com a perna para cima. Isso porque até estimulamos que ele ande para uma melhor recuperação”, conclui a especialista.

Já a forma de prevenção será a mesma para todos: uma dieta adequada, prática de atividade física e acompanhamento vascular. Caso o paciente tenha algum histórico familiar, a recomendação é começar desde cedo a fazer o acompanhamento médico. Aliás, ao perceber o surgimento de pequenas lesões, o ideal é procurar o cirurgião vascular.

Trombose

A cirurgiã vascular chama atenção para os casos de trombose, causada pelo agravamento das varizes. Ela explica que a condição leva a uma dificuldade de retorno venoso, o que, por sua vez, pode levar à trombose. A doença venosa, que são as varizes, quando está em estágios avançados, pode levar à trombose, mudança de coloração da pele da perna, inchaço e principalmente dor”, conta Dra. Tatiana. 

Para cuidar desses problemas, os tratamentos nos dias de hoje são os mais modernos, aponta a médica. Isso porque há hoje uma associação de técnicas para evitar um procedimento cirúrgico e, principalmente, para o paciente também ter um resultado estético mais duradouro. Além da estética, esses procedimentos são eficientes no tratamento da doença.

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