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HIV: infectologista comenta 4º caso de cura da doença

Homem de 66 anos foi curado do HIV após passar por um transplante de medula óssea, semelhante aos outros três casos de cura. Médico explica

HIV: infectologista comenta 4º caso de cura da doença
HIV: infectologista comenta 4º caso de cura da doença/ Foto: Shutterstock
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Médicos da Califórnia, nos Estados Unidos, anunciaram o 4º caso de cura de HIV no mundo. O paciente é um homem de 66 anos que vive com o vírus desde a década de 1980. Assim como os outros casos de cura, ele recebeu um transplante de medula óssea para tratar outra enfermidade, no caso uma leucemia.

Em um comunicado, o homem disse: “Quando fui diagnosticado com HIV em 1988, como muitos outros, pensei que era uma sentença de morte. Nunca pensei que viveria para ver o dia em que não tivesse mais HIV.”

Transplante de medula

O médico infectologista Dr. Bernardo Almeida, mestre em doenças infecciosas pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), explica que a realização do transplante de medula ocorre por outras doenças, e não é uma indicação primária para tratamento do HIV. 

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“Quando há uma indicação de transplante de medula óssea em um paciente com HIV, pode ser feita uma busca de doadores que contenham um padrão genético raro, que faz com que sejam resistentes à infecção pelo HIV”, acrescenta. O mesmo aconteceu com os três casos anteriores de cura da doença, situações em que o receptor deixou de apresentar evidências do vírus. 

Conforme o especialista, o procedimento de transplante não é o único tratamento com potencial de cura do HIV. “Há uma série de métodos terapêuticos em estudo animadores, desde medicações, associação de medicações, vacinas e terapias genéticas que são potenciais esquemas para a cura”, esclarece.

No entanto, o transplante de células tronco não é aplicável em grande escala, pois, como aponta o especialista, trata-se de uma cirurgia com uma série de efeitos colaterais que são desnecessários. Isso porque já temos hoje um tratamento altamente eficaz no controle da doença – os chamados  “coquetéis” de medicamentos antirretrovirais, além das formas de prevenção.

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O que significa o HIV não detectável?

De acordo com o infectologista, o HIV não detectável não é sinônimo de cura. “Isso significa que não há níveis detectáveis do vírus no sangue e que não ocorre transmissão nesse contexto. Mas o vírus ainda é capaz de se manter em alguns órgãos”, revela.

O Dr. Bernardo explica que esses locais do corpo onde o HIV pode se manter são chamados de reservatórios do vírus. “É por isso que o tratamento antirretroviral deve ser contínuo, pois se for suspenso o vírus volta a se replicar na corrente sanguínea e a doença volta a evoluir”, finaliza. 

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